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1 HISTÓRIA

A origem do município de Viseu remonta ao século XVI, quando, em 1521, pela primeira vez, um estrangeiro, Diogo Leite, adentrou as terras que eram habitadas pelos índios das tribos Tupinambás e Apotiangas. Posteriormente, no século XVII, essa mesma região passou a ser ocupada pelos franceses, originando reações políticas e militares.

Entretanto, comprovações documentais dão conta de que o atual município de Viseu surgiu a partir de um primeiro povoado, fundado em 1620, por ordem do Governador do Maranhão e do Pará, Francisco Coelho de Carvalho, na aldeia dos índios Apotiangas.

Por outro lado, há informações que indicam que o território original de Viseu fazia parte da Capitania de Gurupi, a mesma que no ano de 1662, o Rei Felipe III da Espanha, concedeu a Gaspar de Souza, que foi Governador Geral do Brasil. A Capitania de Gurupi se estendia do rio Caeté ao rio Turiaçu, com vinte léguas de fundo.

O Governador Francisco Coelho de Carvalho deu a seu filho, Feliciano de Carvalho, a mesma Capitania doada anteriormente a Gaspar de Souza, contrariando a Carta Régia de Felipe III. Fazia parte da Capitania de Gurupi a povoação de Vera Cruz, que mais tarde se transformou no atual município de Viseu.

A Corte de Madri desapropriou o ato de posse da Capitania de Gurupi, dada a Feliciano de Carvalho, devolvendo-a ao seu legítimo dono, ou seja, o filho de Gaspar de Souza, herdeiro de direito.

Como o povoado Vera Cruz pouco se desenvolveu, foi criada em seu lugar, em 1758, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viseu, nome com o qual entrou para a Independência do Brasil.

Segundo o historiador Theodoro Braga, desde o ano de 1833 até 1856, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viseu pertenceu ao território de Bragança. Em 1856, pela Lei n° 301, de 22 de dezembro, esta passou à categoria de Vila e, concomitantemente, à Município, sendo instalado como tal em 7 de janeiro de 1859; nesse mesmo dia, a Câmara Municipal de Viseu passou a ser presidida pelo senador Raimundo João da Trindade Marinho.

Com o advento da República, a Câmara Municipal, como instância de administração política, foi extinta em 26 de março de 1890, pelo Decreto n° 116; na mesma ocasião, foi criada, através do Decreto n° 117, uma instância similar sob a categoria de Intendência Municipal, tendo sido nomeado para o cargo de Presidente o senador José Lopes de Queiroz.

Em 1892, a Lei n° 28, de 30 de julho, outorgou a Viseu a categoria de Comarca. Em 1895, mediante a Lei n° 324, de 6 de julho, Viseu ganhou o predicativo de Cidade, instalada em 16 de novembro de 1895.

No século XX, a existência de Viseu como Município sofreu alterações. Em 1930, os Decretos Estaduais de n° 6, de 4 de novembro, e n° 78, de 27 de dezembro, suprimiram-lhe a condição de Município, passando o seu território a ficar sob a jurisdição direta do Estado. Em 1953, a Lei Estadual n° 8, de 31 de outubro, devolveu-lhe a categoria de Município.

Em 1991, Viseu teve seu território desmembrado, juntamente com parte das áreas dos municípios de Ourém e Bragança, para a criação do município de Santa Luzia, através da Lei n° 5.688 de 13 de dezembro. O município de Viseu sofreu, ainda, novos desmembramentos para a criação dos municípios de Nova Esperança do Piriá, pela Lei n° 5.707, de 27 de dezembro de 1991, e de Cachoeira do Piriá, através da Lei n° 5,927, de 28 de dezembro de 1995.

Desde o ano de 1956, o município de Viseu conta com cinco distritos: Viseu (sede municipal), Camiranga, Fernandes Belo, São José do Gurupi e São José do Piriá, com os quais ficou configurado até os nossos dias.

No transcurso da sua história, o município de Viseu foi conhecido pelos nomes de Abra de Diogo Leite, Povoado de Vera Cruz e Freguesia da Nossa Senhora da Conceição de Viseu.

O nome Viseu resulta de um topônimo lusitano que significa "lugar alto" ou "elevado".

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2 CULTURA

A manifestação religiosa mais importante do município de Viseu é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, comemorado entusiasticamente pela população. Destacam-se, ainda, as festividades de São Benedito e São Sebastião.

Não se têm notícias da existência de grupos folclóricos organizados que possam representar a cultura popular local.

O artesanato é constituído, basicamente, de objetos confeccionados com o barro, bem como madeira de corda. Os artesãos de Viseu produzem peças utilitárias, como panelas, pratos, alguidares, portas e chapéus.

Apenas a Biblioteca Pública Municipal realiza o trabalho de conservação e divulgação da cultura do Município.

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3 LOCALIZAÇÃO

O município de viseu pertence à Mesorregião do Nordeste Paraense e à Microrregião Guamá.

A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 01º 12’ 15” de latitude Sul e 46º 08’ 15” de longitude a Oeste de Greenwich.

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4 LIMITES

Ao Norte - Oceano Atlântico
Ao Sul - Estado do Maranhão e Município de Cachoeira do Piriá
A Leste - Município de Nova Esperança do Piriá
A Oeste - Municípios de Bragança, Augusto Corrêa e Santa Luzia do Pará

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5 SOLOS

No Município há predominância dos solos: Peintossolo, Gley Pouco Húmico e Latossolo Vermelho-Amarelo média. Nas margens dos rios estão presentes os solos Hidromórficos e as Areias Quartzosas. Na sede municipal, aparecem os solos Halomórficos Insdiscriminados.

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6 VEGETAÇÃO

A cobertura vegetal dominante no Município é a Vegetação de Terra Firme, correspondente à Floresta Secundária Latifoliada. A Floresta Aluvial também se encontra presente como vegetação típica de várzeas. Nas áreas flúvio-litorâneas do Município ocorre o domínio do Mangue.

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7 PATRIMÔNIO NATURAL

A alteração da cobertura vegetal natural era de 45,103%, segundo trabalho realizado em imagens LANDSAT-TM, do ano de 1986.

Na rede hidrográfica destacam-se os rios Gurupi e Piriá, as cachoeiras de Santo Antônio, Algibeira, Tapi-Açu e Itapeva.

Considera-se importante a serra do Piriá e a serra do Peito de Moça.

O Município contém a Colônia Indígena Canindé, com 125.000 ha (1.250 Km²), sendo que parte dela se localiza no município de Paragominas.

Há propostas para a criação do Monumento Natural de Viseu, englobando as cavernas do Piriá e a Gruta da Cobra - ambas na serra do Piriá, com área aproximada de 20 ha - com o objetivo de preservar esses patrimônios naturais, uma vez que são as únicas formas que apresentam espeleotemas de fosfato (cavernas), raramente encontrados em outros lugares.

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8 TOPOGRAFIA

A topografia do município de Viseu apresenta poucas variações, resultantes das condições geológicas locais, onde há sedimentos Quaternários e Terciários, apesar de inexpressiva mancha de terrenos Pré-Cambrianos.

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9 GEOLOGIA E RELEVO

No Município, há ocorrência de rochas cristalinas metamórficas e metassedimentares, pertencentes ao Grupo Gurupi, de idade Pré-cambriana, cortadas por veios de quartzo auríferos, e por plagmáticos portadores de cristal de rocha, além de rochas sedimentares recentes de idades Terciárias e Quaternárias. Refletindo sua constituição geológica, seu relevo apresenta algumas formas mais movimentadas, fazendo parte do Planalto Rebaixado da Zona Bragantina e do Litoral de Rias e Lençóis Maranhenses.

Apresenta pequenos morros e colinas, áreas aplainadas que constituem os pediplanos, além de alguns terraços nas áreas sedimentares e interpenetrações de influências litorâneas.

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10 HIDROGRAFIA

O rio de maior importância na hidrografia do município de Viseu é o Gurupi, que nasce em território maranhense, formado por furos e igarapés. Seu curso apresenta 719 km de extensão e sua bacia hidrográfica está contida, aproximadamente, em 70% do Estado do Maranhão e o resto, no Estado do Pará; é o divisor natural entre os dois Estados. Por sua constituição geológica, correndo sobre rochas cristalinas, apresenta-se encachoeirado em longo trecho, o que ocorre entre o local conhecido como Pedras de Amolar até o distrito de São José do Gurupi.

O rio Gurupi possui os seus principais afluentes pela margem esquerda. Assim, recebe o Gurupi-Mirim e, após essa junção, sua largura de 40 metros cresce expressivamente, alcançando os 250 metros, antes da vila de São José do Gurupi, chegando a atingir até 2 km de uma margem a outra. Sua profundidade, de cerca de 5 metros nas primeiras rochas, chega a ser quase insignificante nas áreas sedimentares, atingindo pouco mais de meio metro. Além do Gurupi-Mirim, recebe os rios Guajará, Rolim e Coaraci-Paraná, no lado paraense.

A poucos quilômetros da foz (mais ou menos 10 km), há a interligação entre o igarapé das Cobras (canal natural) e o rio Carutapera, ambos no lado maranhense, ligação esta que se torna importante por conectar Viseu, no Estado do Pará, a Carutapera, no Estado do Maranhão. Após servir de limite natural entre os dois Estados, o rio Gurupi deságua no Oceano Atlântico.

O rio Piriá é o segundo em importância no Município. Nasce e corre na direção Sudoeste-Nordeste, desaguando no Atlântico. Apresenta-se navegável por embarcação de pequeno porte em todo o seu percurso.

O rio Emboranunga nasce no limite como município de Augusto Corrêa, ao norte de Viseu. Banha pequenos povoados, entre os quais os de Açaiteua e Braço Verde, desaguando na baía de Chum.

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11 CLIMA

O clima do município é do tipo Ami, segundo a classificação de Köppen, com temperatura superior a 18° C na época menos quente. A estação seca, bastante curta, contrasta com a alta pluviosidade anual, principalmente de janeiro a julho, onde a amplitude térmica é pouco maior que 5° C.

Apesar da falta de uma estação meteorológica, as referências sobre o clima do Município são baseadas na estação dos municípios de Tracuateua e Bragança, esta última localizada a cerca de 100 km da sede de Viseu.

 

Fonte: SEPOF/DIEPI/GEDE - Governo do Estado do Pará

 

Outras informações estão disponíveis na versão PDF

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.: Aspectos gerais

   1 História
   2 Cultura
   3 Localização
   4 Limites
   5 Solos
   6 Vegetação
   7 Patrimônio natural
   8 Topografia
   9 Geologia e relevo
   10 Hidrografia
   11 Clima

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