.: ASPECTOS GERAIS
O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil.
É o segundo maior estado do país com uma extensão
de 1.247.689,515 km² (pouco maior que Angola). Está
situado no centro-leste da região Norte e tem como limites
o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a
nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso
a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste. É
cortado pela linha do Equador em seu extremo oeste.
A capital é Belém e outras cidades importantes são
Santarém, Ananindeua, Marabá, Altamira, Itaituba,
Castanhal, Abaetetuba, Barcarena e Tucuruí. O relevo é
baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200
metros. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras
de Carajás, Caximbo e Acari.
O Pará ocupa 16,66% do território brasileiro e 26%
da Amazônia. É cortado, no sentido oeste-leste, pelo
rio Amazonas, em cuja foz, no Oceano Atlântico, encontra-se
o arquipélago do Marajó, cuja ilha principal, com
o mesmo nome, é a maior ilha flúvio-marítima
do mundo. Os rios principais são os rios Amazonas, Tapajós,
Tocantins, Jari e Pará.
O estado possui extensas áreas de florestas, que podem ser
de várzea (próximas aos rios e outros cursos de água)
e de terra firme.
Apresenta também regiões serranas, entre as quais se destacam:
a cordilheira do Tumucumaque, no extremo Norte do Estado; a serra do Cachimbo,
a sudoeste; e a serra dos Carajás, onde se localizam as maiores
reservas de ferro do mundo, além de outros minérios, como
ouro, cobre e níquel.
Em território paraense vivem cerca de sessenta mil índios,
de várias tribos, como: Gaviões, Munduruku, Parakanã,
Kaiapó, Tembé e Wai-Wai, em grandes reservas.
Nas regiões antropizadas, isto é, ocupadas pelo homem,
estão o maior rebanho de búfalos do Brasil e o segundo maior
rebanho de gado zebu. Além de produzir carne e laticínios,
o Pará se destaca no setor agrícola, principamente na fruticultura
(com destaque para o abacaxi, banana e coco, e as frutas regionais como
o açaí e o cupuaçu), e na produção
de grãos (soja, arroz, milho e feijão). O estado abastece,
também, com pescado, outras regiões do país.
O maior volume de produção é oriundo da atividade
extrativa. O Pará exporta ferro, níquel, cobre, caulim,
ouro e pedras preciosas, no setor mineral, além de madeira
e castanha-do-Pará.
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1 HISTÓRIA
O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos
portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação
do território foi desde cedo marcada por incursões
de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a
necessidade dos portugueses de fortificar a área.
No século XVII, a região, integrada à capitania
do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária.
Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do
Grão-Pará, que abrigará também a capitania
de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).
Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto
(Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido.
Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do
qual estivera separado no período colonial, reportando-se
diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram.
A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a
independência da província do Pará. Este foi,
juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande
do Sul, o único levante do período regencial onde
o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta
liderada pelas camadas populares.
A economia cresceu rapidamente no século XIX e início
do século XX com a exploração da borracha,
pela extração do látex, época esta que
ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços
artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia
experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração
da mesma borracha.
Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não
só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas),
um momento áureo no que diz respeito à urbanização
e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro
da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos
da riqueza que esse período marcou na história da
Amazônia.
O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem
da transformação urbanística que Belém
sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América
(como referência à influência da urbanização
que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração
para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o
centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas
da Índia. Daí o apelido que até hoje estas
árvores (já centenárias) dão à
capital paraense.
Com o declínio dos dois cliclos da borracha, veio uma aflitante
estagnação, da qual o Pará só saiu na
década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas
no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente
na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração
de minérios (principalmente na região sudeste do estado),
como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada.
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2 ECONOMIA
A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês,
calcário, ouro, estanho) e vegetal (madeira), na agricultura,
na pecuária e nas criações, na indústria
e no turismo.
A mineração é atividade preponderante na região
sudeste do estado, sendo Marabá a principal cidade que a
isso se dedica. As atividades agrícolas são mais intensas
na região nordeste do estado, onde destaca-se o município
de Castanhal; a agricultura também se faz presente, desde
a década de 1960, ao longo da malfadada Rodovia Transamazônica
(BR-230). O Pará é o maior produtor de pimenta do
reino do Brasil e está entre os primeiros na produção
de coco da Bahia e banana. São Félix do Xingu é
o município com maior produção de banana do
país. A pecuária é mais presente no sudeste
do estado, que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões
de cabeças de bovinos. A incipiente indústria do estado
concentra-se mais na região metropolitana de Belém,
com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Pela característica
natural da região, destacam-se também como fortes
ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira, tendo
um pólo moveleiro instalado no município de Paragominas.
O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica
cada vez mais significativa. No município de Barcarena é
beneficiada boa parte da bauxita extraída no município
de Parauapebas e mais recentemente na região do Tapajós.
No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio,
e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo.
Ao longo da ferrovia Carajás-Itaqui, que vai da região
sudeste do Pará até São Luís do Maranhão,
também é possível observar a presença
crescente de siderúrgicas. Recentemente, o governo estadual
implementou em Marabá um pólo siderúrgico,
além das companhias já presentes na cidade.
Nos últimos anos, com a expansão da cultura da soja
por todo o território nacional, e também pela falta
de áreas livres a se expandir nas regiões sul, sudeste
e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais
presente), as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se
uma nova área para essa atividade agrícola. Pela rodovia
Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte
da produção sojeira do Mato Grosso, que segue até
o porto de Santarém, aquecendo a economia da cidade tanto
pela exportação do grão como pela franca expansão
de seu plantio: a produção local já representa
5% do total de grãos exportados.
Balança comercial do Pará - anualmente
exportações: US$ 4,8 bilhões
importações: US$ 404,4 milhões
Pauta de exportações do Pará - anualmente,
principais produtos
1º minério de ferro - 31,1%
2º alumínio - 22,2%
3º madeiras - 13,5%
4º minérios de alumínio - 8,3%
5º outros minerais - 7,9%
6º caulim - 7,1%
7º celulose - 4,1%
8º pimenta - 2%
Ou seja:
1º recursos naturais não-renováveis - 76,6%
2º madeiras e celulose - 17,6%
3º outros: 5,8%
Pauta de importações do Pará - anualmente,
principais produtos
1º máquinas e equipamentos - 17%
2º veículos e peças - 12,3%
3º produtos minerais - 10,9%
4º coque de petróleo - 9,6%
5º trigo - 9,5%
6º combustíveis - 6,8%
7º soda cáustica - 6,7%
8º bens de informática - 6%
9º fertilizantes - 3,5%
Energia elétrica:
gerada: 31.385 GWh
consumida: 8.443 GWh
O Pará mantém uma trajetória de crescimento
do PIB acima da média nacional, desde o ano de 1998. Sua
participação no PIB brasileiro, que era de 1,70 %
em 1998, passou para 2% em 2004, colocando-o na 13ª posição
entre os estados brasileiros. A taxa de crescimento do PIB paraense
foi 5,30% e 6,61% em 2003 e 2004, contra uma média nacional
de 0,50% e 4,94%. Mantidas as atuais taxas de crescimento, o PIB
do Pará atingirá o valor aproximado de 50 bilhões
em 2010. Ressalta-se que a base da economia do estado é pequena.
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3 ETNIAS
O Pará teve um elevado número de imigrantes portugueses,
espanhóis, japoneses, ingleses, alemães, italianos,
libaneses, barbadianos, judeus e franceses.
Os índios foram os primeiros a se estabelecer na região
e, depois, os portugueses chegaram e trouxeram negros da África.
Os lusitanos foram seguidos pelos espanhóis, que chegaram
à capital quase que exclusivamente por questões políticas,
graças às disputas pela Península Ibérica.
Em seguida vieram os italianos e seu poder desbravador marítimo.
Seguidos pelos alemães e pelos franceses e seus sonhos de
transformar Belém na “Paris da América”,
vieram também os judeus e marroquinos, que enxergaram a Amazônia
como o “Gran Éden” e dela tiraram seu sustento,
criando em Belém várias casas comerciais; além
de libaneses, barbadianos e a grande comunidade nipônica.
Após deixar sua contribuição para o surgimento
da cidade de Belém, os japoneses estabeleceram-se no interior
agrário, fixando-se em municípios como Tomé-açu.
A maioria da população é parda, devido à
grande herança genética indígena e, em menor
parcela, africana.
Cor/Raça |
Porcentagem |
| Pardos |
73,0% |
| Brancos |
23,0% |
| Negros |
3,5% |
| Amarelos ou Indígenas |
0,6% |
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Fonte: PNAD (dados obtidos por meio
de pesquisa
de autodeclaração) |
Fonte: Wikipédia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1 |
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